29 de mai de 2017

Com uma taxa de 13,2% no desemprego, cresce o número de ambulantes nos transportes públicos de São Paulo

Uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em fevereiro, apontou um aumento na taxa de desemprego em 13,2%, totalizando em 13,5 milhões de desempregados; maior taxa desde 2012.

Com um exacerbado número de desempregados, muitos pais de famílias veem a necessidade de um plano B para garantir a alimentação diária dos filhos. Sendo assim, o número de ambulantes nos transportes públicos vêm aumentando drasticamente. 


(Imagem: Focas na área)

De barras de chocolate a 10 metros de fio de carregador de celular, cada ambulante cria o seu próprio slogan, e usam da simpatia para efetuar as vendas. Às 6h da manhã, em cada estação, entram pelo menos 4 ambulantes, cada um com uma mercadoria diferente. Um grita amendoim e pipoca, o outro alicate de unhas e fone de ouvido, e lá no fim do vagão se observa um outro vendendo escovas de dentes - da marca oral b - e meias para crianças e adultos. 

Em uma viagem partindo da estação Barra Funda da CPTM a Presidente Altino, percebi que os seguranças das estações fazem vista grossa quanto a presença dos ambulantes. Já nos vagões do metrô, apesar do combate intenso à venda de mercadorias, alguns conseguem driblar a segurança e garantir alguns trocados.

Já o comércio em ônibus municipais, há um número muito grande de ambulantes em linhas da periferia. Na região da Avenida Paulista, pelo menos, não encontrei nenhum ambulante durante os 30 dias de pesquisa. 

''Eu estou há quase 1 ano procurando um trabalho na área da construção civil, mas está muito difícil'', relatou um ambulante que trabalha 15 horas por dia para garantir pelo menos R$ 80,00 com a venda de balas comestíveis da marca fini.