9 de abr de 2017

O preço que a periferia paga pela corrupção da política brasileira

Na noite de quinta-feira, dia 6 de abril de 2017, um dos fenômenos da natureza somado à corrupção da política brasileira devastou a vida de alguns cidadãos das comunidades Caboré e Jardim São João, bairros com altos índices de pobreza no extremo da zona leste, segundo uma pesquisa do IBGE que destaca o rendimento mensal de até R$ 911,68 por pessoa.


(Imagem: Associação São Francisco de Paulo)


A falta de investimento do governo paulista, na limpeza dos córregos e piscinões, fez dezenas de famílias vítimas de um sistema que mantém os olhos distantes desses bairros que precisam de uma atenção especial. 

O dinheiro do imposto pago mês a mês por todos esses que acordam cedo para sobreviverem, e que não por uma falta de sorte ou culpa das chuvas perderam não só os bens materiais, mas também a dignidade, está na lava-jato e nas tantas outras máfias de um governo que olha para o próprio umbigo.

''Foi uma noite de extrema tristeza. Enquanto tentava salvar os meus filhos e os documentos, eu pensava como seria a minha vida no dia seguinte'', relatou uma mãe de dois filhos, desempregada e sem perspectiva de vida.


(Imagem: Associação Francisco de Paulo)

Enquanto o governo corrupto e insólito viram as costas para aqueles que mantêm o pagamento dos seus salários e caixa-dois mensais, algumas associações e espaços beneficentes se prontificaram em ajudar essas famílias. A Associação São Vicente de Paulo, que não recebe ajuda governamental, acolheu todos os moradores prejudicados e, com a doação de roupas e alimentos, acendeu uma luz de esperança para as vítimas da corrupção da política brasileira.