7 de nov de 2016

São Paulo terá um déficit adicional de R$ 1 bilhão com o congelamento da tarifa de ônibus, em 2017.

O transporte público deve somar uma dívida que pode ultrapassar 3 bilhões com subsídios.

O prefeito-eleito, em São Paulo, João Dória, (58), durante a sua campanha eleitoral, afirmou que não reajustaria impostos da cidade, incluindo a proposta do congelamento na tarifa de ônibus para 2017, permanecendo o valor de R$ 3,80. Segundo técnicos da atual administração que estão elaborando o orçamento para o próximo ano, está previsto um déficit adicional de R$ 1 bilhão para os cofres da prefeitura.

Diante dos gastos com as gratuidades para estudantes de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência e os descontos com integração, a  prefeitura precisa desembolsar subsídios para repassar às empresas de ônibus pelas tarifas não pagas. Com isso, dá-se o déficit que chegará a 3 bilhões em 2017.

Hoje, a cidade de São Paulo é contemplada por uma frota de 14.728 ônibus coletivos, sendo 8.813 estrutural (atingindo as principais ruas e avenidas da capital) e 5.915 locais (que circulam nos bairros mais afastados). São transportados cerca de 1.108.426.535 passageiros, segundo dados da SPTransportes, base agosto de 2016.

Para o engenheiro e economista Frederico Bussinger, em um dos seus artigos publicado pelo IDELT ( Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente), diz que o objetivo do futuro prefeito em congelar a tarifa seria para evitar possíveis protestos, além de precipitar  soluções estruturais. 

(Imagem: Carlos Irineu -Fred Bussinger com o mascote do projeto Repórter do Futuro)

Questionado sobre seu posicionamento referente à tarifa zero para toda a população, em São Paulo, Bussiger disse ser contra. ''Não acho que tem que ter tarifa zero, ter um transporte público de qualidade é muito caro, custa muito'', finaliza.