1 de out de 2016

O desafio legislativo para a cidade de São Paulo

Nesta sexta-feira, 30, a FESP SP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo em parceria com o PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais) realizaram o ''Debate Eleições 2016 - Desafio Legislativo para a cidade de São Paulo''.

Os convidados que compuseram à mesa, Daniel Annenberg (PSDB), José Police Neto (PSD), Pedro Markun (REDE) e Soninha Francine (PPS), debateram temas importantes para o cidadão que vai eleger um dos representantes à vereança da megalópole São Paulo. 


(Imagem: Carlos Irineu - Sonia Francine, Daniel Annenberg, Police Neto e Pedro Markun)

Os candidatos debateram o orçamento anual de R$ 815.738.000,00 da Câmara Municipal de São Paulo, e como pretendem reduzir esses custos e moralização. Além, é claro, da oportunidade de dizer por qual motivo quer ser vereador da cidade de São Paulo.

Daniel Annenberg, candidato a vereador pelo PSDB, tem a proposta de renovar a Câmara Municipal. ''São poucos que se preocupam, de fato, com os interesses da sociedade. Vou trabalhar com a descentralização dos serviços . Nós podemos fazer uma cidade inteligente, e eu vou colaborar para isso'' - disse o candidato.

José Police Neto, vereador que tenta a reeleição pelo PSD, foi fatídico em sua fala: ''O legislativo não dá espaço para a população participar das questões de seus bairros. O projeto Câmara no seu bairro não é suficiente''.

Pedro Markun, que tenta uma das 55 cadeiras da Câmara, é um candidato cívico independente pela REDE. Considerado um hacker, Markun quer aproximar o cidadão à tecnologia. ''Enquanto vereador, vou lutar pelo voto nominal durante as sessões parlamentares'' (votação em que é possível identificar os votantes e seus respectivos votos).

Soninha Francine, candidata pelo PPS, contou sobre a sua frustração enquanto vereadora entre 2004 e 2008 pela sigla do Partido dos Trabalhadores (PT). ''Queria poder interferir nos rumos da cidade, mas, lá na Câmara, é impossível conseguirmos alguma coisa. Achei que nunca mais voltaria para o legislativo, mas agora quero voltar com muito mais poder''. 

É importante o eleitor saber que o seu candidato a vereador é um representante dos interesses da população perante o poder público, e devemos, de fato, estar atentos quanto às suas promessas de campanha.

Um candidato a vereador não pode prometer terminar obras, melhorar serviços de lixo, implantar escola de tempo integral, aumentar o número de vagas na rede de educação, criar centros de arte e cultura e, muito menos, reforçar o policiamento. 

Vote consciente. Escolha a melhor opção para o legislativo dos próximos quatro anos.