27 de set de 2016

Marco Manfredini discute o tema saúde no projeto repórter do futuro

O professor, doutor e pesquisador Marco Antonio Manfredini foi o convidado do último sábado, 24, para um bate-papo no módulo projeto Repórter do Futuro promovido pela Câmara Municipal de São Paulo em parceria com a Oboré (Projetos Especiais em Comunicações e Artes).


(Imagem: Carlos Irineu - Conferência de imprensa com o Prof° Marco Manfredini)



Durante a conferência e uma coletiva de imprensa, que durou por quase três horas, Manfredini e os repórteres do futuro discutiram o tema saúde, que, de acordo com uma pesquisa do Datafolha, aponta que 52% dos brasileiros avaliam a saúde do Brasil como ruim ou péssima.

Manfredini deixou claro que, apesar de possuir plano de saúde, conhece muito bem a situação da saúde brasileira e enalteceu, em alguns momentos, os serviços oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 



O SUS que não se vê, faz parte, segundo ele, dessas qualidades que o programa possui: O Brasil como referência em programas de imunização, acesso à antirretrovirais, sendo o 2° país do mundo com 95% de transplantes, fornecimento de remédios gratuitos, SAMU, programa Mais Médicos etc.

Indagado sobre a falta ou a péssima qualidade desses serviços nas periferias, Manfredini disse que uma das razões pela qual os médicos não querem ir às regiões distantes do centro expandido não se dá por questões salariais, mas, sim, pela falta de estrutura básica para melhor atender à população. 

Para Manfredini, ''O SUS nunca esteve tão ameaçado como está neste ano'', relacionando-se à fala do novo ministro da Saúde, do governo Michel Temer, Ricardo Barros (PP - PR) sobre a pretensão de revisar o tamanho do SUS - proposta que faz parte do documento ''Ponte para o futuro''-.

Com a crise atual no Brasil, cerca de 900 mil pessoas migraram da saúde privada para a saúde pública, sendo 76% dos brasileiros dependendo do Sistema Único de Saúde, enquanto 24% ainda possuem plano privado.